A IKORE

QUEM SOMOS

A Ikorẽ é um espaço de encontros e aprendizado, editora e produtora cultural constituída formalmente em 2001 com a proposta de proteger, pesquisar, criar,  valorizar e difundir artes e conhecimentos para um mundo mais belo e harmonioso, mais justo e diverso.

Com muitos anos de convivência com povos tradicionais do Brasil e também de outros países, a equipe da Ikorẽ tem como foco principal, mas não único, projetos parcerias e atividades voltadas aos conhecimentos e culturas indígenas.

Nossa missão é estabelecer diálogos e intercâmbios culturais; dar voz às comunidades indígenas e tradicionais; realizar projetos e produtos que fortaleçam as identidades e os direitos; valorizem os territórios, o patrimônio material e imaterial; promovam parcerias e novos caminhos para os povos tradicionais, aliando inovação, apuro estético, qualidade técnica e conteúdo.

A Ikorẽ vem atuando em projetos próprios e também em parcerias com organizações indígenas, instituições, pessoas e empresas, em diferentes áreas.  Sua equipe multidisciplinar e uma ampla rede de colaboradores, permitem a atuação em curadoria de exposições e eventos, pesquisa, elaboração e produção de projetos culturais, redação e publicação de textos, livros, websites, produção audiovisual e qualquer outra forma de expressão criativa.

Mito de origem

Nosso “mito de origem” está lá longe, no tempo linear da cultura ocidental começa na década de 1980, quando o movimento indígena se organizava em torno das lutas por direitos e territórios. Para nós, o círculo do tempo vem como as estações que se sucedem, trazendo a presença dos ancestrais e as novas gerações no movimento de criar. E no começo desse tempo, os velhos sábios das aldeias disseram “ninguém respeita aquilo que não conhece”. Apontavam eles para a necessidade de proteção e valorização das culturas dentro das aldeias e da aproximação com a população não indígena do país, revelando a beleza e força de suas tradições para conquistar admiradores e aliados, tecendo um território de convivência respeitosa. Desde então, projetos e ações culturais venceram os limites das aldeias para “amansarem os brancos” com beleza, sabedoria, conhecimentos, história, arte.

Através do Núcleo de Cultura Indígena, começava uma trajetória pelos caminhos das tradições, em sua multiplicidade e profundidade, na busca da aproximação entre os povos originários e um país que se formou sobre seus territórios mas tinha, e ainda tem, dificuldade de olhar e aceitar suas origens.

Apesar dos tempos difíceis que vivemos, de intolerâncias e desrespeitos, os povos indígenas que venceram guerras e políticas de extermínio são contemporâneos deste novo século, guardiães dos lugares “onde a terra descansa”, onde a diversidade de formas de vidas ainda é preservada e respeitada como bem maior e legado para as futuras gerações.

E aqui estamos, para reverenciar e trazer à luz essa riqueza, contribuindo para que sementes de saber se espalhem e germinem.

REALIZAçÕES

Os projetos concebidos e desenvolvidos pela Ikorẽ, a partir de 2001, são:

Histórias da Tradição 

O projeto Histórias da Tradição toma a arte da palavra, das narrativas orais como fonte de saber a ser protegido e compartilhado. Para isso, vem documentando  histórias, narrativas e mitologia de povos indígenas, criando acervos em áudio, vídeo, desenhos e textos para salvaguarda desse patrimônio cultural tanto para as comunidades indígenas parceiras como para divulgar para um público maior a beleza e força da tradição oral desses povos. É como se juntássemos as pessoas de todas as cores, origens e crenças em torno do fogo ritual para viajar nas narrativas que reverberam de alguma forma dentro de todos nós.

A primeira edição do projeto contou com o patrocínio do Programa Petrobras Cultural, em 2013 e 2014, e teve como parceiros os povos Karajá, da aldeia Fontoura e Xavante, da aldeia Etenhiritipá, amigos de muito tempo. A edição mais recente, em 2017, contou com apoio do programa Rumos Itaú Cultural para a parceria com o povo Mehinaku, da aldeia Uyaipiuku.

O projeto criou os acervos e publicou livros em parceria com as comunidades indígenas, com direitos autorais reservados a elas.

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Histórias do começo e do fim do mundo

Os primeiros contatos do povo Paiter Suruí com os Yara, os não indígenas, aconteceu no final da década de 1960, em pleno regime militar, quando a ordem era “ocupar o imenso vazio da Amazônia, levar o progresso para o deserto verde”. Esse movimento de ocupação no Estado de Rondônia levou à morte milhares de indígenas, de diversos povos.

Nossa vontade era trazer a voz do povo Paiter Suruí, em primeira pessoa, a um público amplo, promovendo uma reflexão sobre a relação da nação brasileira com os povos originários, sobre as políticas de ocupação dos territórios ainda preservados, da apropriação dos recursos naturais, sobre o modelo de desenvolvimento que beneficia unicamente as grandes corporações em detrimento da população e da natureza. Assim nasceu o projeto “Histórias do começo e do fim do mundo – o contato do povo Paiter Suruí”.

O projeto aconteceu durante todo o ano de 2016, com apoio financeiro da instituição Forest Trends, através de seu Programa Comunidades.

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Cinema na Aldeia

O projeto Cinema na Aldeia, realizado com patrocínio do ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, levou a magia do cinema para dentro das várias aldeias do povo Guarani, nas cidades de São Paulo e Bertioga, entre 2011 e 2013. Um telão montado, pipoca e guaraná, asseguraram diversão e reflexão para adultos e crianças.

Foram mais de 100 exibições, de dezenas de vídeos dirigidos por autores indígenas ou produzidos em parceria com as comunidades; filmes com temática indígena, nacionais e internacionais, que compõem o acervo do projeto. A cada semana uma aldeia era contemplada com as exibições e o momento aguardado com ansiedade. Os filmes e vídeos levaram alegria e emoção para uma população de mais de 2000 pessoas que pouco saem das aldeias e quase não têm acesso a bens culturais além de suas próprias tradições. O projeto só foi interrompido por falta de novos apoios, mas os Guarani ainda pedem o retorno das sessões de Cinema na Aldeia.

 

Aldeias Sonoras

O projeto Aldeias Sonoras se apoderou da magia e do papel transformador do rádio e da web para promover o encontro entre os povos, valorizando as culturas indígenas, as lideranças, os educadores, os artistas e ativistas políticos com sua sabedoria e  conhecimentos milenares. Foram 77  rádio documentários, com 10 minutos de duração, com informações, depoimentos, narrativas tradicionais e muita música indígena, ao longo de três anos de produção.

A primeira série de programas do projeto Aldeias Sonoras foi realizada com o apoio do Prêmio Roquette-Pinto de incentivo à produção radiofônica. A segunda série foi patrocinada pela NET Educação, em 2012, com apoio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Os programas estão disponíveis em nosso site e foram veiculados também pelo site da Net Educação, emissoras públicas e comunitárias do país, entre elas a Rádio Cultura Brasil, de São Paulo.

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Palavras criadoras

Palavras criadoras – Oficinas de literatura indígena foram encontros com estudantes e educadores, com formadores de opinião e lideranças comunitárias nos municípios de Juquitiba, Cananeia  e Juréia,  no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo e Juazeiro do Norte e Nova Olinda, no sertão do Cariri, no Ceará, para uma aproximação com a literatura e cultura dos povos indígenas. Além das rodas de conversa sobre a força da literatura e das narrativas tradicionais dos povos indígenas do Brasil, uma exposição fotográfica com imagens de Helio Nobre e exibição de vídeos, complementaram a programação, entre março e maio de 2011.

O projeto foi um dos premiados com a Bolsa de Circulação Literária da Funarte, em 2011 e levou a um público de aproximadamente 2 mil pessoas muitas descobertas e emoção. Os resultados desse trabalho estão reunidos num blog com informações sobre as oficinas e sugestão de leituras e vídeos.

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Dança e música

Festival de Verão de Tokyo

O povo Karajá, da aldeia de Fontoura, compartilhou uma programação cultural intensa com o povo Tuareg, do deserto da Mauritânia, em 2008, a convite do Festival de Verão de Tokyo com o tema Ecos da Floresta – Vozes do deserto. Esse festival é uma iniciativa anual da Fundação Arion Edo do Japão, que tem como proposta reunir diferentes artistas, gêneros e origens musicais, promovendo encontros interculturais.

Foram 15 dias de turnê, com concertos por várias localidades próximas a Toquio, além de oficinas de dança,  pintura corporal e apresentações belíssimas para um público de centenas de pessoas.

 

Festival das Culturas do Mundo de Gannat / França

O Festival das Culturas do Mundo de Gannat acontece há mais de 40 anos na pequena cidade de Gannat, próxima a Vichi, na França. A cada edição, são convidados grupos de canto e dança tradicional de diversos países. Em 2005, dentro das comemorações do Ano do Brasil na França, o povo Xavante de Pimental Barbosa, representado por 20 jovens e anciãos, se juntou a mais de 300 outros artistas, de diversos países, em apresentações para mais de 10 mil pessoas. Além das apresentações, aconteceram atividades paralelas, como oficinas e mesas de debates.

Em 2010, no mesmo festival, dois jovens do povo Huni Kuin, conhecido também como Kaxinawá, do Acre, apresentaram seus cantos de cura, passados de geração a geração nas aldeias pelos mestres do Uni, a cerimônia da hayauaska.

 

Festivais Forde e Riddu Riddu

O povo Sami habita a Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia, no extremo norte do planeta. Eles promovem todos os anos, na cidade de Forde e na vila Sami de Mandalen, acima do círculo polar ártico, Festivais de Música e Dança Tradicional, reunindo grupos de artistas indígenas de vários países.

No ano de 2006, a convite do povo Sami da Noruega, coordenamos e produzimos as performances de oito músicos tradicionais do povo Nanbikuara, do Mato Grosso. Os Nambikuara são músicos incríveis e, com sua pintura corporal e plumárias, com o som ritual de suas flautas e a informações sobre sua cultura, realizaram performances e oficinas, encantando o público presente e outros grupos tradicionais de vários países convidados.

 

Programa de índio

Portal Programa de Índio é o resultado do Projeto Programa de Índio História e Histórias que recuperou e digitalizou o acervo histórico de  200 programas radiofônicos realizados pelo Núcleo de Cultura Indígena e veiculados por emissoras educativas em vários estados do Brasil entre 1985 e 1991.

Por sua importância histórica, política e cultural, o acerco da primeira experiência radiofônica dos povos indígenas do Brasil foi objeto desse projeto, patrocinado pelo Edital Petrobras Cultural em 2009, para sua recuperação, digitalização e disponibilização na web para um público amplo. As novas tecnologias e a disseminação da internet permitem hoje que esse acervo tão valioso chegue inclusive até as aldeias, alcançando as novas gerações com um documento histórico das lutas e conquistas dos povos indígenas.

O acervo tem sido importante fonte de pesquisas, contribuindo para teses, documentários e outros projetos pois é um dos poucos acervos a trazer o pensamento e a realidade de mais de 60 povos indígenas, registrados em primeira pessoa, durante mais de cinco anos de projeto. .

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Povo verdadeiro

O livro Povo verdadeiro – os povos indígenas no Brasil, traz para o público a diversidade dos povos indígenas de nosso país, com informações e relatos colhidos ao longo de mais de 25 anos de convivência da autora, Angela Pappiani, com dezenas de aldeias de todo o país.

Com textos poéticos, visão crítica e valorização das culturas e conhecimentos tradicionais, além de informações objetivas e comparativas, a obra traz textos da narrativa e do pensamento tradicional dos povos indígenas, valorizando a sabedoria ancestral.

O conteúdo é ainda ampliado com desenhos, grafismos e fotografias, incluindo um mapa com a localização dos povos citados e sugestões de trabalho para educadores.

Projeto realizado com patrocínio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo / ProAC 2009.

PARCERIAS

Bienal de Cinema Indígena – Aldeia SP

As duas edições da Bienal de Cinema Indígena – Aldeia SP, realizadas em 2014 e 2016, contaram com a produção da Ikore para os eventos realizados no Centro Cultural São Paulo e mais de 14 CEUs – Centros de Educação Unificados da prefeitura do município. A iniciativa deste projeto é da Rede Povos da Floresta com apoio da SPCine. Foram exibidos mais de XX títulos de vídeos realizados por indígenas de aldeias de todo o país, com presença dos realizadores em debates e atividades de intercâmbio cultural.

Os eventos de abertura das duas edições da Mostra tiveram a criação e produção a cargo da Ikore com apresentações de canto e dança tradicional com participação de dezenas de artistas dos povos indígenas Guarani, Pankararu e Tikuna.

 

Rito de Passagem – canto e dança ritual indígena

O projeto Rito de Passagem foi um marco para os povos 23 indígenas que participaram de sua realização e para um público de aproximadamente 60 mil pessoas que se emocionaram com apresentações de canto e dança ritual em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Goiânia, Fortaleza, Recife, Crato e Juazeiro do Norte.

Ao longo de 8 anos, de 2001 a 2008, o projeto foi patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural, levando a diversidade e beleza das culturas indígenas para todas essas cidades, com atividades complementares às apresentações como exposição fotográfica, mostra de vídeos,  oficinas de dança e pintura corporal, atividades voltadas a estudantes e educadores.

A primeira edição do projeto aconteceu no ano de 2000, quando se comemorava e se debatia os 500 anos de ocupação do território que viria a se tornar a nação brasileira. Com apresentações dos povos Xavante e Mehinaku, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para um público de mais de 2 mil pessoas e também em cerimônia reservada para os presidentes de Portugal e do Brasil, os rituais tradicionais levaram emoção e reflexão para quem presenciou os eventos.

A realização do projeto, entre 2000 e 2008 foi de responsabilidade do Instituto das Tradições Indígenas – IDETI.

A Ikore, nessa longa parceira, foi responsável pela concepção, direção artística e curadoria de todas as atividades.

 

Herança Compartilhada – A presença indígena no Brasil e Estados Unidos 

O evento Herança compartilhada, com atividades multimídia, foi realizado em 2007, pelo Senac/ Consulado dos Estados Unidos SP/ Museu Nacional do Índio Americano e IDETI- Instituto das Tradições Indígenas. Com a presença de intelectuais, lideranças e artistas indígenas dos dois países, o evento promoveu exposição de fotografias e artes plásticas, mostra de vídeo, intercâmbio na área de gastronomia, mesas de debate sobre educação, direitos, artes e mídia. A Ikore foi responsável pela curadoria das mostras e atividades envolvendo indígenas brasileiros de cinco etnias: Krenak, Xavante, Guarani, Karajá, Kadiweu

 

Estratégia Xavante

O documentário Estratégia Xavante, dirigido por Belisário Franca em 2007, com argumento e produção executiva de Angela Pappiani, numa parceria entre a  produtora Giros e o IDETI- Instituto das Tradições Indígenas, foi contemplado pelo edital da Rede SBT, Petrobras

O documentário foi exibido em televisões abertas (Rede SBT e Cultura) e outras emissoras educativas, além de diversos festivais internacionais onde ganhou projeção.

 

CD Ritos de Passagem

Produção e direção artística do CD de música tradicional com faixas dos povos Karajá, Mehinaku, Tukano, Xavante, Krikati, Kaxinawá e Bororo. Todas as gravações foram realizadas nas aldeias, com participação de toda a comunidade e direitos autorais garantidos aos povos indígenas.  Trabalho realizado em 2007, em parceria com o IDETI – Instituto das Tradições Indígenas.

 

CD Iny – cantos da tradição Karajá

Produção e direção artística dos CD de música tradicional do povo Karajá (Iny) gravado na aldeia Fontoura, Tocantins. Trabalho realizado em 2005, em parceria com o IDETI – Instituto das Tradições Indígenas.

 

Documentário Rito de Passagem

A Ikore foi responsável pela produção, co-direção e roteiro do documentário Rito de Passagem, que acompanha quatro anos de realização do projeto de mesmo nome, trazendo imagens das aldeias e das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo onde foram realizadas as apresentações de canto e dança ritual dos povos Ainu, do Japão, Bororo, Xavante e Mehinaku, do Mato Grosso, Guarani, de São Paulo, Tukano, do Amazonas, Krikati, do Maranhão. Trabalho realizado em 2005, em parceria com o IDETI – Instituto das Tradições Indígenas.

 

Exposição Etnias

Curadoria e produção da exposição fotográfica itinerante Etnias, com fotografias de Helio Nobre, entre 2001 e 2009. Trabalho realizado em parceria com o IDETI – Instituto das Tradições Indígenas.

EQUIPE

O que torna a Ikorē uma empresa cultural diferenciada é sua forma de atuação e sua equipe constituída por pessoas com grande experiência e compromisso com as comunidades tradicionais. São mais de 30 anos de convivência com povos indígenas do Brasil e de outros países do mundo, trabalhando em parcerias construídas com as comunidades.

Essa equipe multidisciplinar, com formação em comunicação, jornalismo, história, ciências sociais e gestão ambiental, vem realizando um trabalho inovador em produções audiovisual, publicações, eventos, artes cênicas, exposições, fotografia, internet.

A experiência de vida e a trajetória pessoal de cada um de seus integrantes dão forma e consistência para a atuação profissional da Ikorē que se inspira na riqueza, beleza e diversidade cultural de nosso país.

Com entusiasmo e paixão, os projetos desenvolvidos pela Ikorē espelham nossa forma de estar no mundo, a busca pela qualidade e inovação, com justiça e harmonia entre as pessoas e o ambiente que nos acolhe.

Angela Pappiani formou-se jornalista mas a paixão pela cultura indígena a aproximou de povos originários do Brasil e de outros países, conduzindo seu caminho de trabalho e vida. Ao longo de mais de 30 anos, vem desenvolvendo projetos nas áreas de comunicação e artes em parceria com povos originários para fortalecer as culturas e direitos, criando pontes de aproximação entre as aldeias e as cidades. É curadora, diretora de documentários, produtora e escritora, autora dos livros “Entre dois mundos” e “Povo Verdadeiro”.

Inimá P. Lacerda pertence ao povo Krenak, do Vale do rio Doce/MG, é Cientista Social e tem se dedicado à realização de projetos de preservação e valorização das tradições indígenas, entre eles os projetos Programa de Índio e Histórias da Tradição. É uma das organizadoras do livro “Histórias do começo e do fim do mundo – O contato do povo Paiter Suruí” e do livro “Aunaki Kuwamutü – Kuwamutü que criou o mundo e outras histórias do povo Mehinaku”.

Maíra P. Lacerda é do povo Krenak, historiadora pela USP, com especialização em história oral. Sua história de vida é de convivência permanente e trabalhos em parceria com povos indígenas. Foi coordenadora geral dos três CECIs – Centro de Educação e Cultura Indígena, nas aldeias Guarani de São Paulo e com esse povo ainda coordenou o projeto “Ponto de Cultura Krukutu”, trabalho pelo qual foi ganhadora do Prêmio Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi, em 2008. Co-organizadora dos livros “Aiho’ ubini wasu’u – O Lobo Guará e outras histórias do povo Xavante” e “Ynyxiwé que trouxe o sol e outras histórias do povo Karajá”

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